Vocação à Vida Religiosa: chamado a se fazer presente nas periferias

A Igreja católica dedica o mês de agosto a refletir sobre o chamado de Deus, sobre a vocação. Cada semana somos chamados a aprofundar numa das diferentes vocações, todas elas igualmente importantes. No próximo domingo, a vocação à Vida Religiosa é o convite que a Igreja nos faz.

O que significa a Vida Religiosa na caminhada da Igreja? O que representa a Vida Religiosa para a Igreja da Amazônia? Quais os desafios que a Vida Religiosa enfrenta hoje? Como ajudar os cristãos católicos a descobrir o valor da Vida Religiosa e incentivar a resposta diante do chamado que Deus faz a cada um e cada uma de nós?

A Vida Religiosa faz parte da caminhada da Igreja desde os primeiros séculos. Ao longo da história foram surgindo diferentes carismas que tem se concretizado em diversas congregações, que tem atendido diferentes necessidades, acompanhando as dores do povo, ajudando a superar os sofrimentos.

A Vida Religiosa na Amazônia teve um papel fundamental ao longo dos últimos séculos. Durante muito tempo podemos dizer que foi quase a única presença eclesial, levando a Boa Notícia do Evangelho até os lugares mais distantes. É nessas periferias geográficas e existenciais que a Vida Religiosa continua hoje, escutando e sendo consolo para aqueles que sofrem, se tornando companheira de caminho dos mais vulneráveis, daqueles que não contam para quase ninguém.

Os desafios que hoje enfrenta a Vida Religiosa têm a ver com o jeito de entender a vida, muito marcada por sentimentos individualistas, o que dificulta a vida em comunidade, elemento que faz parte da vocação religiosa. Uma vida em comunidade que ajuda a potencializar o trabalho evangelizador, que deve ser central em toda vocação.

Somos chamados, através das diferentes vocações, a sermos colaboradores na missão evangelizadora da Igreja. Não podemos esquecer que todas as vocações nascem do Batismo, que nos torna discípulos missionários. Depois cada um e cada uma vai concretizando seu caminho, como resposta àquilo que Deus espera de nós.

Sejamos conscientes como batizados e batizadas, como Igreja, de cultivar todas as vocações, de acompanhar àqueles e àquelas que estão se perguntando o que Deus está querendo deles e delas. Essa companhia vai ajudando a configurar a vida das pessoas e fazendo com que as escolhas sejam mais consequentes com aquilo que Deus espera de cada pessoa.

Nunca esqueçamos que é Deus quem chama e sustenta nossa vocação, que é Ele que vai colocando em nossa vida os sinais que nos ajudam a encontrar o caminho a seguir, um caminho que nos conduz à felicidade e que faz com que cada um e cada uma de nós possamos disfrutar da vida e encontrar seu verdadeiro sentido.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – Editorial Rádio Rio Mar

 

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